O impacto da entrada do Mercado Livre no B2B e por que o consórcio se torna estratégico!

Por | Mario Tramontina Jr 08/10/2025 • 12:16

Nos últimos meses, o Mercado Livre anunciou oficialmente sua nova unidade voltada ao comércio entre empresas, um movimento que muda o tabuleiro do e-commerce na América Latina. Ao abrir as portas para CNPJs, a plataforma passa a oferecer preços de atacado, descontos exclusivos e condições adaptadas ao comprador corporativo. Segundo a companhia, milhões de usuários já foram habilitados para compras no formato B2B em toda a região, e o Brasil é peça central nesse plano de expansão.

Esse passo não é apenas uma nova frente comercial, é um indicador de transformação estrutural. O e-commerce B2B está crescendo de forma acelerada no mundo todo, e o Brasil acompanha essa tendência. O motivo? O ticket médio é maior, as transações são mais recorrentes e há espaço para modelos financeiros mais inteligentes e sustentáveis. Para empresas que atuam com soluções de crédito e investimento, esse movimento representa uma oportunidade estratégica: a de oferecer produtos compatíveis com o planejamento de longo prazo e o ritmo de crescimento das organizações.

O mercado muda, e o comportamento também

Historicamente, o comércio eletrônico entre empresas era um território restrito a nichos industriais ou a marketplaces segmentados. Porém, o avanço da digitalização e a maturidade tecnológica das PMEs mudaram esse cenário. Hoje, pequenas e médias empresas buscam o mesmo nível de conveniência que o consumidor final, mas com foco em escala, margem e previsibilidade. O Mercado Livre percebeu isso antes de muitos players tradicionais: ao unificar o ambiente B2C e B2B dentro do mesmo ecossistema, cria uma jornada de compra fluida e uma base de dados altamente estratégica para entender padrões de consumo corporativo.

Enquanto isso, concorrentes históricos enfrentam uma travessia delicada. A Americanas, por exemplo, já teve uma frente sólida com o “Americanas Empresas”, mas a reestruturação e a recuperação judicial interromperam a expansão desse braço. O resultado é uma brecha, e onde há espaço, há oportunidade para quem consegue combinar preço, tecnologia e crédito.

Onde o consórcio entra nesse novo tabuleiro

No cenário B2B, o consórcio é mais do que uma alternativa de financiamento, é uma ferramenta de estratégia empresarial.
Quando desenhado com foco corporativo, ele entrega planejamento financeiro previsível, alavancagem controlada e autonomia sobre o fluxo de caixa, três pilares essenciais para quem compra em volume ou precisa renovar constantemente seus ativos.

Entre os principais benefícios:

  • Previsibilidade de desembolso: sem juros, o consórcio permite planejar investimentos em equipamentos, frotas ou estoques sem comprometer margens.

  • Flexibilidade de aplicação: grupos podem ser formados por tipo de ativo (veículos, máquinas, imóveis, tecnologia), adequando-se ao perfil da empresa.

  • Integração comercial: cartas de crédito podem ser vinculadas a parcerias com marketplaces ou fornecedores estratégicos, gerando eficiência em escala.

  • Disciplina financeira: ideal para empresas que desejam crescer sem se expor a linhas de crédito caras e voláteis.

Em um momento em que empresas buscam previsibilidade em meio à volatilidade, o consórcio surge como um instrumento de crescimento sustentável, com lastro real e aderente às novas dinâmicas do B2B digital.

Do crédito à estratégia: o novo papel do consultor corporativo

A atuação de quem trabalha com consórcio corporativo ganha novo protagonismo nesse contexto. Deixa de ser apenas uma oferta de crédito e passa a ser uma solução estratégica de aquisição.


Podemos estruturar grupos por setor (indústria, varejo, logística, agronegócio), por tipo de ativo (frotas, equipamentos, imóveis comerciais) e por periodicidade de compra — entregando uma solução completa que combina planejamento, crédito e conveniência.

Além disso, há espaço para serviços agregados: seguro, logística, suporte pós-contemplação e atendimento dedicado, compondo um ecossistema de valor semelhante ao que os grandes marketplaces estão construindo — mas com foco na sustentabilidade financeira do cliente.

O futuro próximo

O B2B digital está apenas começando sua revolução. O que antes era visto como uma transação fria entre empresas agora se transforma em um ecossistema de relacionamento, dados e inteligência financeira. E nesse ambiente, o consórcio corporativo se consolida como o elo entre o planejamento e a execução — permitindo que empresas cresçam com controle, estratégia e previsibilidade.

Se você atua em compras, logística ou finanças, e deseja estruturar um plano de aquisição via consórcio para sua frota, estoque ou expansão de ativos, entre em contato.
Vamos desenhar juntos um modelo prático, escalável e sob medida para o seu negócio.

Mário Tramontina Jr.

CEO na Potencializa Crédito e Investimento | Tramontina Jr | Especialista em Soluções Financeiras Humanizadas | Formação de Líderes | Autorizado Ademicon Consórcios